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COMPETITIVIDADE ENTRE EMPRESAS E PAÍSES - INCLUINDO A CHINA NA DISCUSSÃO, CLARO...

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Parte I - COMPETITIVIDADE

Pode-se falar em competitividade sob duas grandes perspectivas: empresarial e internacional.

A competitividade empresarial significa, num contexto de mercado, os esforços das empresas para obter uma rentabilidade superior à concorrência. Está em grande parte relacionada ao conceito de produtividade - que é a capacidade de produzir satisfatoriamente (sejam bens ou serviços) com menos tempo e recursos. Isto resulta num custo mais baixo, que permite preços reduzidos ou, mesmo com preços altos, lucros maiores para a empresa.

PORTER estudou intensamente o assunto, e caracterizou as estratégias competitivas empresariais em três tipos:

  • Baseada em Custos: se a empresa consegue produzir com custo muito menor que seus concorrentes.

  • Baseada em Diferenciação: quando a empresa oferece produtos com qualidades ou serviços únicos.

  • Especialização: quando a empresa se especializa em um nicho específico.

 

A competitividade internacional de um determinado país é a capacidade desse país para produzir e vender melhor e mais barato que os outros países concorrentes, colocando com maior facilidade, os bens e serviços que produz no mercado externo - favorecendo a sua balança comercial. Vários fatores influenciam a competitividade dos países; além da competitividade específica das suas empresas, as ações do Estado, através de instrumentos de política econômica são muito importantes (câmbio, juros, investimentos em pesquisa, em logística etc.). Tudo isso vai afetar diretamente a participação dos produtos de um país no mercado mundial, além de ter também nos fluxos de investimento estrangeiro, entre outras coisas.

Fazendo referência à China, em um artigo sobre a competição internacional nos tempos atuais, escreveu Jorge Arbache:

“Após um interstício de cerca de três décadas em que predominaram os ventos liberais, as intervenções públicas na indústria e no comércio voltaram a ganhar força recentemente. Governos de diferentes orientações ideológicas passaram a intervir maciçamente na economia para acudir, proteger e estimular suas indústrias e para produzir resultados comerciais sob o pretexto da crise financeira. Afinal, como caracterizar a política monetária ultra-heterodoxa do Federal Reserve, as ações multibilionárias para salvar empresas falidas como a General Motors, a reinstituição do ‘Buy American’, as inúmeras barreiras comerciais levantadas pela UE, desde questões sanitárias a picos tarifários, passando por regras de patentes e outras medidas questionáveis, a ‘Abenomics’ no Japão, ou a escancarada intervenção do governo suíço no franco?”

 

As intervenções na economia levaram a (revista) The Economist publicar, em 2012, um provocativo relatório sobre capitalismo de Estado, modelo que, segundo a revista, "combina as forças do Estado com as forças do capitalismo". Desde então, o assunto ganhou espaço mundo afora e passou a fazer parte de debates sobre protecionismo e modelos de desenvolvimento. Contrariamente ao dirigismo muitas vezes observado em países em desenvolvimento, o capitalismo de Estado faria uso, segundo a revista, de instrumentos e métodos de gestão de mercado para atingir seus objetivos. O relatório justifica o foco nas experiências recentes dos países emergentes – notadamente da China – porque elas "parecem ser cada vez mais a tendência futura".

 

Texto extraído de: ARBACHE, J. em: https://www.ictsd.org/bridges-news/pontes/news/competitividade-internacional-e-pol%C3%ADticas-p%C3%BAblicas )

Uma leitura atenta da realidade mostra, assim, toda a complexidade - geopolítica e econômica do processo de globalização. Não é uma via única, e não está acontecendo sem muitos eventuais retrocessos.

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Parte II - O "MODELO CHINÊS"

 

Após a reestruturação produtiva de boa parte das empresas ocidentais para fazer frente à nova realidade competitiva no mercado global ainda permanecem vários dilemas levantados pela crise do fordismo a partir dos anos 1970. A Administração vem, então, buscando os melhores caminhos dentro da turbulenta realidade colocada pelo novo patamar tecnológico, pela reordenação do Estado após a derrocada do socialismo na Europa e pela transformação do consumo e das relações entre consumidores e empresas. Isso inclui um fortalecimento de marcas globais e a globalização efetiva das grandes companhias, antigamente limitadas aos países desenvolvidos.

A China iniciou sua entrada no mundo do capitalismo contemporâneo sinalizando a possibilidade de muitas empresas ocidentais transferirem ou terceirizarem para esse país muitas de suas operações produtivas – que tradicionalmente eram vistas como sua atividade-fim. A partir dessas iniciativas muitas delas passaram a concentrar suas atividades na gestão da marca – o chamado “branding”. Isso inclui um marketing intensivo e preocupações com a inovação e a gestão da qualidade do produto, incluindo a fiscalização da pirataria – deixando a produção para empresas terceirizadas ou fábricas transferidas para países onde os salários são bem mais baixos. A última década particularmente assistiu a consolidação progressiva da China como potência emergente, tentando fundir capitalismo e comunismo sobre a base de sua história e cultura milenares. A avalanche de produtos “made in China” no Ocidente reflete o crescimento contínuo dos últimos 30 anos desse "socialismo de mercado", que aposta agora nas "novas rotas da seda" (para controlar portos, aeroportos, ferrovias e outros instrumentos ligados à logística na Europa, na Ásia e na África), bem como em acordos comerciais com diversos países, para tornar a China o país mais poderoso do planeta, num plano de longo prazo que definiu o ano de 2049 como o ponto de chegada.

 

A estratégia do governo chinês encontrou assim sua complementaridade inicial nos processos de terceirização ampliada que as empresas ocidentais passaram a praticar principalmente a partir da década de 1990, Foi uma mudança na compreensão dos processos de terceirização, que deixou de ser entendida como uma possibilidade simplesmente para as ‘áreas-meio’, e passou também a incluir as ‘áreas-fim’ das empresas.

 

Na prática isso quer dizer que as empresas passaram a terceirizar também o que era entendido como suas principais áreas de atuação – isto é: uma indústria pode terceirizar a atividade de produção. Segundo o conceito de “competências centrais”, a “fabricação” não é mais uma competência central, e pode, portanto, ser feita por outras empresas, em qualquer lugar do mundo. As competências centrais estão ligadas à inovação e à gestão dos mercados, e isso colocou em evidência as atividades de gestão da marca. Segundo essa compreensão essas são as competências centrais de uma empresa, e todo o resto pode ser terceirizado. Esse modelo é às vezes chamado de ‘modelo Nike’, empresa que teve na primeira década do século XXI uma visibilidade negativa na mídia, porque foi associada à produção na China, com “mão de obra escrava”, e até a ‘lendas da internet’, como um suposto navio que fabricava os tênis da empresa com mão de obra escrava, em águas internacionais...

 

De qualquer forma, a China (e depois outros países asiáticos), passaram de fato a atrair muitas empresas, que transferiram progressivamente para lá as suas unidades produção. No cenário de intensa competitividade do capitalismo contemporâneo esse movimento teve um impacto significativo na redução dos custos de produção, e foi, portanto, um passo adicional no processo de reestruturação produtiva das empresas, iniciado com a introdução das técnicas japonesas nas empresas ocidentais.



O “modelo chinês” encontra-se em construção, mas é possível afirmar que assenta-se nas seguintes bases: a) a abertura ao investimento estrangeiro e doméstico, patrocinado pela criação de “zonas de processamento de exportação” onde são muito baixos os impostos e também os custos da mão de obra (muito disciplinada e pouco reivindicativa); b) investimentos estatais em infra-estrutura, permitindo que as empresas exportem com facilidade; c) decisões centralizadas, tomadas pelo governo obstinado a promover o crescimento econômico, enquanto controla informações, segurança e justiça, entre outras coisas.

Diferentemente do socialismo soviético, o crescimento econômico patrocinado pelo Partido Comunista desde meados da década de 1970, interrompendo o modelo implantado pelo dirigente Mao Tse Tung, vem mostrando resultados acelerados nas duas últimas décadas, acompanhando o declínio do poderio norte-americano.

 

Essa transição compreendeu também outras variáveis na China: mudanças graduais na legislação, uma orientação cada vez maior para o mercado externo, forte estímulo à pesquisa cientifica (em empresas e nas universidades), particularmente nas modalidades que representam um conhecimento aplicável à inovação tecnológica e à melhoria da sociedade, e incentivo ao empreendedorismo da população, que mostra-se satisfeita ao atingir padrões de consumo progressivamente próximos ao padrão ocidental. Promover o crescimento da classe média para criar um mercado de consumo local mais forte agora é um dos objetivos do modelo.



As empresas estrangeiras foram convidadas inicialmente a fazer da China uma plataforma para seus produtos de exportação; daí veio o contato com o mercado global. Através de parcerias, joint-ventures e outros incentivos foi despertada a indústria local. A formação de um mercado interno impôs-se, e uma crescente classe média passou a usufruir dos nascentes mercados imobiliário, acionário etc.

 

Condomínios de pequenas empresas geraram as primeiras grandes empresas que, aos poucos, foram colocando-se no mercado global. Foi criada, portanto uma forma híbrida de “capitalismo de Estado”, com empresas cada vez mais potentes, enquanto o Estado controla setores estratégicos, tais como eletricidade, transportes, telecomunicações e finanças. No entanto a determinação, disciplina e entusiasmo da sociedade ainda não foram suficientes para gerar a verdadeira inovação para desenvolver novos produtos de sucesso, ou criar marcas poderosas, como Coréia e Japão conseguiram fazer.

 

Por outro lado, à medida que a população consegue alimentar-se e consumir cada vez mais, problemas oriundos do modelo industrial impõem-se, tais como aumento na emissão de gases poluentes e outros problemas ambientais.

 

Ao mesmo tempo, o autoritarismo do regime desperta críticas no Ocidente. O governo chinês monitora a população – movimentações internas, padrões de natalidade etc. -  e exerce censura à internet e aos outros meios de comunicação. Continuam também existindo preocupações nos EUA e Europa com os direitos humanos na China, incluindo a exploração da mão de obra industrial pelos próprios chineses ou pelas empresas ocidentais lá instaladas.



No entanto, aparentemente, os próprios chineses não demonstram grande insatisfação, sugerindo que a identificação entre Partido Comunista e Estado represente para a população local algo mais natural, como uma reedição dos antigos governantes imperiais – anteriores tanto ao comunismo quanto às democracias ocidentais. A veneração ao antigo líder comunista Mao Tse Tung, que continua até hoje, parece confirmar essa constatação.

 

A falta de democracia não é suficiente também para fazer o país deixar de ser admirado e tomado como modelo por outros países em desenvolvimento em todo o mundo, como Laos, Irã, Síria, Cuba e Venezuela. O Brasil ainda não foi tentado a seguir esse exemplo baseado no “Estado forte”, mas não deixa de ser curioso perceber certa semelhança entre os meios e os resultados obtidos na China e o que aconteceu no Brasil durante os anos da ditadura militar, nos anos 70.

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Como as empresas chinesas estão dominando o mundo

Publicado em 18 de abril de 2018

Em: https://www.linkedin.com/pulse/como-empresas-chinesas-est%C3%A3o-dominando-o-mundo-rodrigo-loureiro?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-recommended_articles-11-Unknown&midToken=AQH-K4FXO85McQ&fromEmail=fromEmail&ut=368LbIKhQaNoc1

Gire o globo terrestre e pare na cidade chinesa de Shenzhen. Trace uma linha até Hangzhou e suba até Pequim. Você terá coberto a região que pode superar o Vale do Silício, na Califórnia, como centro mundial da tecnologia nos próximos anos. Não se trata de exagero. A região não abriga só empresas de meio trilhão de dólares, como Alibaba e Tencent, mas também a DJI, maior fabricante de drones do mundo, com uma fatia de 70% do mercado, e algumas das maiores produtoras de smartphones do planeta, como a Huawei e a Xiaomi, atrás apenas da americana Apple e da coreana Samsung. “As empresas de tecnologia chinesas estão passando a atuar em diferentes áreas para expandirem seus negócios”, diz Tina Lu, analista da consultoria Counterpoint Research.

E elas ganharam um trunfo inesperado nas duas últimas semanas por conta do inferno astral das empresas americanas de tecnologia. O Alibaba do chinês Jack Ma é o segundo maior e-commerce do mundo e aumentou seu valor de mercado no último ano em 62%, chegando a US$ 433 bilhões, quatro anos depois de ter aberto capital na bolsa de Nova York (Nyse). A operação chinesa só fica atrás da americana Amazon, que vale US$ 702 bilhões. Na semana passada, a empresa de Jeff Bezos teve seus papéis desvalorizados em US$ 75 bilhões após uma simples declaração do presidente americano Donald Trump. “Esta falcatrua contra o serviço postal tem de parar – a Amazon tem que pagar os custos reais (e impostos) agora!”, tuitou o republicano.

O mau momento americano se estende a boa parte do Vale do Silício, com várias empresas sofrendo na Bolsa. A Alphabet, que controla o Google, despencou quase US$ 100 bilhões desde janeiro e atualmente está avaliada em US$ 717,5 bilhões. A companhia fundada por Larry Page e Sergei Brin é afetada indiretamente pelo caso do Facebook, que acaba de revelar que o número de usuários com dados usados indevidamente pela consultoria Cambridge Analytica foi ainda maior do que o inicialmente noticiado: em vez de 50 milhões foram 87 milhões de pessoas. O escândalo de privacidade já custou US$ 90 bilhões para a empresa americana em valor de mercado, fazendo-o chegar em US$ 461,6 bilhões.

A concorrência que vem da Ásia preocupa tanto que o Congresso americano quer que o governo pare de fazer negócios com fabricantes de infraestrutura de telecomunicações do continente, como Huawei e ZTE. Em março, Trump resolveu bloquear uma oferta hostil de US$ 142 bilhões que a fabricante de microprocessadores Broadcom, de Cingapura, fez para levar a americana Qualcomm, a maior produtora mundial de chips para smartphones. O receio é o de que os asiáticos passem a dominar uma área vital para o desenvolvimento tecnológico americano. Faz sentido. Nos últimos anos, as fabricantes de celulares chinesas têm avançado.

No mais recente levantamento da consultoria americana IDC, realizado no fim de 2017, a Huawei era responsável por 10,7% das vendas de todos os smartphones do mundo. A Xiaomi detinha 7,2% do mercado global. As duas só estão atrás de Apple, com 19,7%, e da Samsung, com uma fatia de 18,9% do mercado. Entretanto, a Xiaomi foi a marca que mais cresceu no ano passado. Em um ano, a companhia avançou 100%, dobrando sua presença no mercado. “Por muito tempo, as empresas chinesas enfrentaram preconceito no mercado”, diz In Hsieh, CEO da China-Brazil Internet Promotion Agency (CBIPA) e ex-diretor da Xiaomi. “O consumidor de hoje exige qualidade e as empresas chinesas entenderam isso.”

A melhora da qualidade dos produtos chinesas já era algo esperado pela maioria dos analistas em função do gigantesco mercado interno chinês. Mas esse fator não explica sozinho o avanço das empresas chinesas. Elas estão, pouco a pouco, deixando suas fronteiras e expandindo-se ao redor do globo por meio de aquisições. Observe o exemplo da Didi Chuxing, considerada o Uber da China. No começo de janeiro, ela assumiu o controle do aplicativo de táxi 99 no Brasil, em um negócio de US$ 1 bilhão. Não bastasse isso, a empresa está presente em mais de mil cidades espalhadas pelo mundo e seu valor de mercado é estimado em US$ 56 bilhões, a segunda startup mais valiosa do planeta, só atrás da rival Uber. O Alibaba, por exemplo, vende para mais de 200 países e tem escritórios na Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Reino Unido, Austrália, Taiwan, Índia e EUA.

Mas os chineses não estão apenas estendendo seus tentáculos para outros países. Eles estão colocando a mão no bolso e comprando fatias de empresas estratégicas no Ocidente. A Tencent, dona do WeChat, o WhatsApp chinês utilizado por mais de 1 bilhão de pessoas, aposta no mercado de jogos eletrônicos. Para isso, investiu quase US$ 9 bilhões nas desenvolvedoras de jogos Riot Games, dos Estados Unidos, dona do popular League of Legends; e Supercell, da Finlândia, que desenvolve o jogo para celular Clash of Clans. As redes sociais também estão na mira. No fim de 2017, a companhia de Ma Huateng comprou 12% das ações da rede social americana Snapchat por US$ 2 bilhões. Como resultado, a Tencent hoje é avaliada em US$ 500 bilhões, valor superior ao do Facebook, com US$ 461,7 bilhões.

 

Talvez o exemplo de maior sucesso no quesito de expansão internacional seja o da DJI. A fabricante de drones de Shenzhen fundada por Frank Wang detém 70% do mercado mundial de aeronaves de controle remoto, estimado em US$ 6 bilhões, segundo a consultoria americana Frost & Sullivan. Sua vantagem em relação às compatriotas é que a DJI foi pioneira no setor em que atua. Quando chegou ao mercado, em 2006, não precisou dividir os céus com nenhuma outra marca. A DJI é hoje uma potência. Com 11 mil funcionários em 17 cidades no mundo, ela está avaliada em US$ 15 bilhões e produz mais de 2 milhões de drones por ano.

As startups chinesas estão cada vez mais bem posicionadas no tabuleiro tecnológico, como demonstra o crescente número de unicórnios, como são chamadas as companhias iniciantes bilionárias. São 62 empresas com valor superior a US$ 1 bilhão, de acordo com a consultoria americana CB Insights. Parece distante dos EUA, com 110 empresas, a maior parte na Califórnia. Mas a tendência de crescimento rápido e a distância dos outros países (Inglaterra, com 11, e Índia com 10) demonstra como o jogo fica polarizado entre dois países. A China, por exemplo, está construindo um rival para o sistema americano da navegação GPS. Chamado de Beidou, ele terá um alcance global até o ano de 2020.

Os chineses também devem dominar áreas estratégicas do setor de tecnologia. O ex-chairman da Alphabet, Eric Schmidt, afirma que a China vai superar os EUA em inteligência artificial em 2025. Todos esses movimentos contam com o apoio bilionário do Estado chinês, que vão da liberação de recursos, passando pela exigência de transferência tecnológica quando um investidor estrangeiro quer se aproveitar do imenso mercado local até o envio de milhares de profissionais para o exterior. “O governo chinês quer ser reconhecido como um país que investe em tecnologia como uma política pública”, diz Gabriel Vouga, professor de economia do Ibmec. “Esses intercâmbios são formas de garantir que o profissional traga novas tecnologias para a China.”

No mercado de tecnologia, há dois conceitos fundamentais. Um deles é o efeito rede, que diz que quanto mais pessoas utilizam um serviço, maior o seu valor. O outro é de que o vencedor leva tudo, indicando que o líder dificilmente será batido. Essas ideias ajudaram na consolidação do Google na área de buscas e do Facebook em redes sociais. Se a inovação se desloca para a China, inevitavelmente os EUA perderão a hegemonia e o eixo do globo se moverá para um novo Vale do Silício. Para os chineses, será somente um retorno. Não à toa, chamam seu país de Zhongguo, que significa “Império do Meio”, pois um dia acreditaram estar no centro de tudo que existe.

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